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18 novembro, 2014

Rajadas de vento chegam a 40 km/h em Salvador, diz Inmet

No início da manhã desta terça-feira (18), foram registradas rajadas de ventos de 40 km/h, em Salvador. Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a situação foi registrada entre 7h e 8h.
De acordo com o órgão, esta é uma situação de vento moderado que não há risco de destruição. Por volta das 11h, os ventos chegavam a 33 km/h, aponta o Inmet.
Segundo a meteorologista Cláudia Valéria, em dias normais, as rajadas de ventos ficam entre 6 e 8km/h. "A rajada tem uma intensidade maior e depois volta ao normal. É um vento mais forte e não é de grande poder de destruição", disse em entrevista ao G1.
Na capital baiana, a temperatura mínima pode chegar a 22ºC e a máxima a 27º C nesta terça-feira. Na quarta (19), varia entre 22º C e 30ºC. Já na quinta-feira (20) varia de 22ºC a 29ºC, ocorrendo a mesma previsão para a sexta-feira.
Ocorrências
De acordo com a Secretaria de Infraestrura e Defesa Civil (Codesal), em decorrência das chuvas, foram resgistradas até as 11h da manhã desta terça-feira, duas ameaças de desabamento, uma ameaça de deslizamento e uma infiltração. O órgão também informa que durante a madrugada não houve registros.

01 novembro, 2012

Recorde de calor no Brasil

A chegada de uma frente fria às regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil já derrubou as temperaturas de algumas cidades brasileiras que vinham registrando recordes de calor até esta quarta-feira (31).
De acordo com meteorologistas, em determinadas localidades haverá queda de até 10 ºC -- caso de São Paulo -- e chuvas intensas, principalmente na área litorânea que segue do norte de Santa Catarina até o sul da Bahia.

As chuvas poderão refrescar regiões que enfrentam estiagem há pelo menos quatro meses. Segundo meteorologistas, essa seca pode ter influenciado a elevação recorde das temperaturas na primavera.
Nesta quarta-feira (31), Belo Horizonte (MG) teve a maior máxima dos últimos cem anos, com termômetros marcando 37,1ºC. No mesmo dia, a cidade de São Paulo registrou 36,6 ºC, recorde em 2012 e o maior registro para a primavera desde 1940, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

“A seca que acontece no Brasil desde o inverno influenciou no regime de chuvas, que ameniza as temperaturas. No entanto, na região Sudeste não chove de forma intensa há pelo menos quatro meses. No Nordeste, há relatos de estiagem de dez meses. A não normalização das chuvas impede que a atmosfera fique mais fria e provoca uma elevação gradual da temperatura a cada dia”, explica Celso Oliveira, meteorologista da Somar.

De acordo com Ludmila Pochmann, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a ocorrência de temperaturas altas é comum na primavera, já que a atmosfera fica mais limpa, livre de nebulosidade. “Por isso há incidência maior de raios solares e aquecimento de uma área que vai desde a superfície terrestre até 15 km de altura, na primeira camada da atmosfera (tropopausa)”, disse.
Termômetro na Avenida Paulista registrou 41° C nesta quarta-feira (Foto: Nelson Antoine/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo)Termômetro na Avenida Paulista registrou 41° C nesta quarta-feira (31) (Foto: Nelson Antoine/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo)

Excesso de urbanização pode influenciar calor extremo
Segundo Oliveira, é difícil explicar o motivo de temperaturas recordes em períodos longos, como no caso de Belo Horizonte, mas ele levanta a hipótese sobre o impacto do desenvolvimento das cidades e sua influência no calor extremo. “É possível entrar na questão do crescimento das cidades e na formação de um fenômeno chamado de ilhas de calor”, explicou.

Típicas das grandes cidades e responsáveis pela sensação de abafamento, as ilhas de calor resultam do processo de urbanização e impermeabilização do solo. Materiais como asfalto, concreto armado, cimento e o excesso de prédios dificultam a circulação do ar, o que faz com que o calor fique mais concentrado em determinados pontos.

Oliveira explica que em São Paulo, por exemplo, já houve a comprovação de diferenças de até 10 ºC entre áreas do centro – recheadas de prédios – e bairros distantes, na periferia, onde há maior movimentação do ar e áreas com vegetação que dispersam o calor.
“As ilhas de calor alteram o microclima das cidades. São Paulo, que ficou conhecida por ser a terra da garoa, agora vivencia temporais nos finais de tarde. O aumento da urbanização pode ter influenciado o clima, isso sem contar a poluição concentrada. Uma área densamente povoada pode ter um aumento da poluição”, explica o meteorologista.

01 agosto, 2012

Ondas gigantes nas Filipinas

Tempestade tropical leva 
ondas gigantes para as Filipinas (AP)
Pelo menos 12 pessoas morreram e uma está desaparecida nas Filipinas devido à tempestade tropical “Saola”, que provocou fortes chuvas nos últimos quatro dias e forçou a retirada de milhares de pessoas de regiões ameaçadas por inundações ou deslizamentos de terra.

Embora a tormenta esteja se afastando de Manila, ainda chove e venta muito na capital filipina. Ondas gigantes também seguem varrendo o litoral.
Ondas gigantes atingem Manila, nas Filipinas. (Foto: Pat Roque / AP Photo)Ondas gigantes atingem Manila, nas Filipinas. (Foto: Pat Roque / AP Photo)
Segundo o Centro Nacional de Prevenção de Desastres, as duas últimas mortes registradas no país são uma menina de 11 anos, que foi atingida por uma árvore, e uma mulher de 40 anos, atingida por um coqueiro. Os dois casos ocorreram na ilha de Romblon.
Outro homem morreu depois de ter sido atingido por uma árvore na província de Laguna, próxima a Manila, enquanto pelo menos cinco morreram afogados, dois foram levados por um deslizamento de terra, um foi eletrocutado e outro morreu após seu barco ter encalhado.
Ondas gigantes têm altura das árvores da orla e força para arrastar carros. (Foto: Pat Roque / AP Photo)Ondas gigantes têm altura das árvores da orla e força para arrastar carros. (Foto: Pat Roque / AP Photo)
As inundações causadas pela tempestade já afetaram mais de 300 mil pessoas, das quais 154 mil recebem atendimento dentro e fora dos abrigos dispostos pelas autoridades.
As chuvas e os fortes ventos continuam em boa parte do norte do país, o que aumenta o risco de inundações nas zonas litorâneas e nas áreas próximas a represas que estão no limite de sua capacidade.

20 março, 2012

Municípios baianos decretam situação de emergência por causa da seca


Municípios decretam situação de emergência por causa da seca (Reprodução/TV Bahia)
Oitenta e nove municípios baianos já decretaram situação de emergência por causa da seca. Em quase todas as regiões do estado, os prejuízos se multiplicam por causa da estiagem. A falta de chuva já provocou perdas para centenas de pequenos produtores rurais. Quem vive na cidade também está sofrendo com a falta de água.
Na lavoura de feijão do agricultor João Moreira, em Feira de Santana, cidade localizada a cerca de 100 km de Salvador, não sobrou quase nada. "Nós plantamos, mas quando começou a sair o sol deu em cima e perdemos feijão, está tudo perdido", afirma.
Na região de Feira de Santana, seis cidades estão em situação de emergência desde setembro do ano passado por causa da seca. Setenta por cento das plantações de milho, feijão e mandioca já estão perdidos.

Em Juazeiro, no norte do estado, nem a plantação de palma (planta tipica do semiárido) resistiu. A estiagem já dura cerca de dez meses. A plantação do agricultor Francisco José da Silva já está comprometida. "Está muito dfícil porque ainda não choveu. A gente aguardava um plantio na época de dezembro à janeiro e não choveu", completa.
Esse racionamento também é feito em Irecê, na região da Chapada Diamantina, onde os moradores há cinco meses só tem água nas torneiras três dias por semana. A barragem de Mirorós, que abastece catorze cidades baianas, está com apenas 9% da capacidade. "A redução de água diminuiu a produção, a qualidade, diminuiu tudo", diz o agricultor Antônio Pedro Matos.Em Senhor do Bonfim, também no norte do estado, onde foi decretada situação de emergência há dez meses, mais de 15 mil pessoas da zona rural estão sem água. A produção de leite e carne já caiu pela metade. Na cidade, a água só chega até as casas em semanas alternadas.

Na zona rural de Bello Campo, na região sudoeste, não chove há um ano. O único açude da localidade está secando, só tem água na cisterna. O agricultor Honorato Ferreira conta que perdeu toda a plantação de milho. "Perdemos tudo. As palhas estão aí sem espiga", relata.
Fé
Em meio a tantas dificuldades, muitos agricultores se apegam a fé para renovar as esperanças de quem espera pela chuva e escolheram o dia de São José, comemorado nesta segunda-feira (19), pra recomeçar. O santo é padroeiro dos trabalhadores. "A gente tem essa condição com a terra porque Jesus ajuda sim, quando molha [chove] a gente planta. Graça a Deus a gente sobrevive dessa maneira", afirma o agricultor Wilson dos Santos.
O dia é de São José, mas os agricultores precisam contar também com a ajuda de São Pedro. Reza a tradição que se chover nessa época do ano, o milho plantado agora será colhido com fartura no São João, comemorado no mês de junho. "Temos que pedir pela misericórdia de Deus e pela interceção de São José para que Jesus Cristo mande mais chuva pra gente", diz a agricultora Divaneide Alves.

Começa o outono em todo o país


O outono começou às 2h14 desta terça-feira (20), segundo meteorologias do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com o meteorologista do Cptec José Felipe Farias, a estação começa com maiores incursões de massas de ar frio sobre o continente. “É uma estação de transição entre o verão e o inverno, com frentes frias mais regulares e as temperaturas começando a diminuir”, aponta.

O outono terá mudanças rápidas nas condições de tempo, maior frequência de nevoeiros e registros de geadas em locais serranos das regiões Sudeste e Sul. Haverá diminuição das chuvas em grande parte do país, com o registro dos maiores totais de chuva, superiores a 700 milímetros, no extremo norte das regiões Norte e Nordeste e no leste do Nordeste, onde se inicia o período mais chuvoso.

A previsão é de que haja mais chuvas no norte de Amazonas, Pará, Acre e no Nordeste do país.

Nas regiões Sul, Sudeste e parte da região Centro-Oeste do Brasil, as temperaturas tornam-se mais amenas devido à entrada de massas de ar frio, com temperaturas mínimas que variam entre 12ºC a 18ºC, chegando a marcas abaixo de 10ºC nas regiões serranas.

No Norte e Nordeste, as temperaturas são mais homogêneas, com mínimas variando em 22ºC e máximas de 30ºC a 32ºC.

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