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22 março, 2012

Progresso e meio ambiente, artigo de Pedro Ferreira e Renato Fragelli

Pedro Cavalcanti Ferreira e Renato Fragelli Cardoso são professores da pós-graduação da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (EPGE-FGV). Artigo publicado no Valor Econômico de hoje (21).

Até meados do século XVIII, o padrão de vida da humanidade passou por uma longa estagnação, sendo a ideia de crescimento econômico algo estranho às sociedades da época. Com o advento da Revolução Industrial, começou-se a observar crescimento contínuo e sustentável da produtividade e da renda em vários países. Esse processo foi sempre desigual, mas vive-se muito melhor hoje que no passado.

No último meio século, em particular, analisando-se um grupo de 112 países de que se possuem dados minimamente confiáveis, somente dez não cresceram entre 1960 e 2009, e isto porque estiveram envolvidos em guerras ou revoluções. Em 70 deles a renda per capita mais que dobrou, sendo que em metade ela mais que triplicou.

De forma contínua, parcelas significativas da humanidade vêm sendo resgatadas da pobreza. Os indicadores sociais constatam elevação da expectativa de vida, menor mortalidade infantil, maior escolaridade e melhores condições materiais em geral. Dado o crescimento acelerado de países até pouco tempo miseráveis, como China e Índia, não é difícil imaginar que o progresso, conforto e condições sociais favoráveis alcançarão, em pouco tempo, a maioria da população do planeta.

Mas a incorporação dessas populações a um padrão de consumo e conforto de que estavam alijadas não se dá sem custos ambientais. Essa triste constatação tem levado ambientalistas mais alarmados - sem entendimento dos instrumentos econômicos disponíveis para disciplinar o problema, como uma combinação de tributação e subsídios -, e até alguns economistas recém-convertidos à causa - que parecem ter esquecido como funcionam aqueles instrumentos -, a defenderem a tese de que o planeta teria chegado ao seu limite físico, o que implicaria na necessidade de deter o progresso. "Mantido o ritmo de crescimento atual, quando toda humanidade alcançar um padrão de consumo próximo ao dos ricos países ocidentais, o planeta entrará em colapso", vaticinam histericamente.

Em um vídeo que circula pela internet (www.youtube.com/watch?v=BZoKfap4g4w), o economista Hans Rosling defende apaixonadamente o uso das máquinas de lavar - e máquinas de uso doméstico em geral - que poupam trabalho de mulheres, liberando-as de tarefas, permitindo-lhes se dedicar mais a si mesmas e aos filhos, ou ainda que se insiram no mercado de trabalho. Aquelas máquinas melhoram o bem-estar, a educação, e a produtividade das economias. Tentar bloquear o progresso e impedir o acesso dos pobres a esses bens materiais seria moralmente injustificável - "vão fechar a porta agora que estou quase entrando na festa?" - e fútil, pois a maioria que começa a ter acesso ao progresso não vai votar pelo atraso.

Dentro de 40 anos, o consumo de energia do planeta deve dobrar, pois um bilhão de pessoas se juntarão aos muito ricos que hoje respondem por metade do consumo mundial de energia. Diante da alta probabilidade de mudanças climáticas seríssimas, alguma alternativa à inviável proposta de se frear o crescimento econômico precisa ser encontrada. Caberá aos governos lutar em dois flancos para direcionarem suas economias rumo à preservação ambiental.

O primeiro flanco será estimular, por meio de subsídios e financiamentos, o desenvolvimento e a adoção de tecnologias limpas, pois a atividade de pesquisa é custosa e arriscada. Além disso, será necessário um esforço coordenado para mudar toda uma estrutura de funcionamento das economias baseada em tecnologias poluidoras.

Alguém só usará nova tecnologia não poluidora se muitos também a estiverem usando. Estes dois pontos significam que os governos precisarão não só subsidiar, por exemplo, pesquisas em carros elétricos, mas também incentivar a criação de pontos de abastecimento de energia para esses carros.

O outro flanco será punir quem polui ou usa tecnologias poluidoras. A melhor punição é o velho e bom mecanismo de preço. Há excesso de consumo de bens poluentes simplesmente porque, do ponto de vista da sociedade, o preço desses bens está muito baixo. Os bens poluentes precisarão ser pesadamente tributados, de modo a forçar aqueles que mais poluem a custear os subsídios a serem concedidos àqueles que adotarem práticas não poluidoras.

Não há também como evitar a regulação de algumas práticas e atividades, dada as óbvias falhas e mesmo a inexistência de mercados para disciplinar os poluidores. Muitas dessas medidas são impopulares e de implementação complexa, mas são tecnicamente factíveis. Há também a dificuldade de coordenação internacional, pois os custos da redução de emissões são potencialmente maiores em alguns países que em outros.

Isso tem exigido delicadas negociações internacionais. Entretanto, a alternativa histérica e radical - "o planeta não aguentará, pare o progresso" - é não só socialmente injusta e economicamente ineficiente, como também o caminho mais provável para a inação que levará o planeta na direção que todos querem evitar.

16 novembro, 2011

É possível sair da falência?

É possível sair da falência? A resposta da Hering é sim! Para sobreviver a uma forte crise, teve que buscar um novo caminho nos negócios ao se ver impossibilitada de competir com produtos chineses que invadiam o país.

Uma pesquisa de mercado encomendada pela empresa em 2006 apontou que 90% dos consumidores conheciam a marca, porém o percentual que comprava algum produto era considerado baixo. Na pesquisa, os consumidores apresentaram três razões por que isso ocorria: preço, falta de financiamento nas compras e a localização das lojas.
 
Com base nessas informações, a estratégia foi explorar o potencial da marca e mudar totalmente o foco para o varejo, abrir lojas próprias e franqueadas. Hoje, o número de lojas ultrapassam a 300 e já contam com cartão de crédito da própria rede.
 
Em 1990 foi o momento escolhido para começar a fazer essas mudanças. E foi o tempo perfeito, porque o varejo vem crescendo mais rapidamente do que a indústria. Com isso, a centenária Hering superou um período de estagnação e foi eleita a Empresa do Ano e a de Maior Prestígio no Brasil nos seguintes quesitos: admiração, confiança, evolução e qualidade de produtos.
 
Prof. Menegatti é considerado um dos maiores conferencistas no desenvolvimento do potencial humano e um expert em desempenho de alto nível. Palestrante em Vendas, Motivação e Liderança. É autor de vários livros e DVD´s, entre eles estão o livro "Talento - É fazer coisas comuns de forma extraordinária", CD "O Líder Influenciador" e o DVD "Campeão de Vendas". Contatos: www.menegatti.srv.br - menegatti@menegatti.srv.br
 
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USP: a falta de objetivo dos movimentos estudantis

Acredito que o dramalhão mexicano, envolvendo mais uma vez estudantes ocupando o prédio da reitoria na Universidade de São Paulo, já tenha cansado até os mais ferrenhos defensores dos movimentos estudantis, os quais, diga-se de passagem, há muito tempo carecem de objetivos e causas nobres para defenderem.

Sou nascido no ano da batalha da Rua Maria Antônia, a qual resultou de conflitos entre estudantes do Mackenzie e do curso de Filosofia da USP. Cresci numa época com pouca liberdade de expressão, o que nem por isso impossibilitou movimentos como as Diretas Já, levando centenas de milhares de pessoas às ruas, numa época sem redes sociais ou Twitter para organizá-los.

Como jovem adulto, acompanhei de longe o movimento dos Caras Pintadas na Paulista, uma vez que já estagiava em uma grande instituição financeira nesta mesma avenida. A vontade de mudar e lutar por um mundo melhor e mais justo era grande, e por pouco não me juntei à multidão, largando meus afazeres de estagiário.

O tempo passa mesmo rápido. Há alguns meses estava lendo as manchetes do estudante assassinado no estacionamento da FEA-USP. Imediatamente surgiu em minha memória situação idêntica vivida há mais de quinze anos atrás. Exatamente no mesmo local e na mesma situação fui vítima de um sequestro relâmpago, o qual ainda me traz algum incômodo em revivê-la.

Pude sentir a angústia vivida por aquela família, assim como senti uma ponta de esperança quando do acordo firmado com a Polícia Militar, cuja presença chegava com pelo menos uma década de atraso. Inúmeros furtos, roubos, sequestros e estupros poderiam ter sido evitados neste ínterim, não fosse à discussão ideológica sobre a liberdade no Campus e o papel repressor da força pública.

Os conceitos de proletariado, luta de classes, opressão, propriedade privada, meios de produção, revolução industrial, alienação do trabalho, burguesia e divisão de classes, utilizados como bordões por alguns destes vulgos ativistas, estariam melhores representados em uma aula de sociologia, história ou economia. O mundo atual já não tem espaço para minorias radicais, as quais, em defesa de seus interesses carentes de fundamentação acabam por prejudicar a maioria.

Hoje atuo como professor em uma renomada universidade particular. Abordando o assunto em sala de aula, pude sentir que grande parte mal teve tempo para analisá-la. Preocupações talvez consideradas pequenas pelos manifestantes da USP, tais como chegar na hora ao trabalho, pegar o ônibus, o trem e o metrô, pagar as contas da universidade, estudar outras línguas e passar de semestre, estão na pauta do dia.

Juro que senti um pouco de egoísmo e alienação com relação à participação aos movimentos estudantis, porém me dei como vencido quando vi estudantes lutando por uma causa como o "baseado da paz", incomodando, depredando e denegrindo a imagem da universidade que tanto batalhei para entrar. Creio que isso sim, seja exemplo de egoísmo coletivo.

Invista na sua Qualidade de Vida

Creio que nunca trabalhamos tanto como temos trabalhado nos últimos tempos. Equipes enxutas, multifuncionalidade, mais tecnologia, tudo parece ser feito para nos manter ocupados e sempre ligados nas questões profissionais.
Penso que é justamente por isso que temos de planejar nossa qualidade de vida e incluir este item em nossa agenda. É uma forma de estar preparado para a pressão, stress e a longas jornadas de trabalho. O que é importante pensar no quesito qualidade de vida?

Horas trabalhadas. Para crescer na carreira é preciso trabalhar muito, fazer muita hora extra e, às vezes, longas jornadas. A questão é você ter resposta para a pergunta: - Vale a pena? Com o tempo e com a maturidade você vai aprender a lidar melhor com o assunto "horas de trabalho", mas tem uma determinada fase da vida em que trabalhamos muito mais do que queremos.

Não esqueça a família. 
Quando fora do trabalho dedique uma atenção todo especial para a família. Procure sempre ter atividades divertidas com os filhos e nunca deixe de ter um tempo a sós com o marido ou esposa. De tempos em tempos um jantar a sós naquele restaurante especial, um cineminha, sair para dançar, não deixe o relacionamento esfriar.

Cuide de seu corpo. Saúde é tudo. O seu corpo é como uma máquina que sempre deve ter cuidados especiais. Pratique um esporte de forma continuada. São tantas as opções que nem vale a pena enumerar. Tenha uma postura preventiva em relação à sua saúde, cuide bem de sua alimentação e evite exageros em encontros ou festividades da empresa. Caso não tenha tempo para nada e também não goste de se exercitar faça pequenas trocas. Ao invés do elevador vá pela escada ou suba alguns andares, na hora do almoço caminhe por pelo menos quinze minutos e se ficar muito tempo em frente ao computador use o descanso para os pés, proteção na tela para a visão e um pouco de alongamento a cada duas horas em que estiver sentado. Não vai ter tornar nenhum atleta, mas ajuda a prevenir pequenas lesões.

Cuide de sua mente. A mente também precisa descansar. Experimente praticar alguma arte marcial ou técnicas de relaxamento. Meditação é uma excelente e rápida opção e pode ser feita pela manhã ou à noite. Tente esvaziar sua cabeça do trabalho, lendo um bom romance ou aventura ou vendo um bom filme. Nossa mente precisar ser alimentada com coisas diferentes para estimular nossa criatividade e fugir um pouco do bê-á-bá organizacional. Tenha um hobby, aprenda artes, tudo é válido para revigorar as nossas idéias.

Cuide de seu espírito. A religiosidade é uma característica que ajuda em muito a sua carreira. Quem tem fé vai mais longe, enfrenta as adversidades com mais naturalidade, pois acredita que Deus está sempre presente. Não estou falando de religião, mas sim de acreditar no amor como filosofia de vida e manter um comportamento amoroso para com seus semelhantes. Começar e terminar o dia sempre com uma oração e agradecer muito mais do que pedir. Deus é pai e conhece muito bem cada um de seus filhos, suas verdadeiras intenções, aspirações e sonhos. Basta acreditar!

Qualidade de vida não é algo supérfluo, mas sim uma necessidade para ajudar a suportar a pressão, o stress e conseguir render muito mais no trabalho, sem ela sua vida tende ao desequilíbrio e sua carreira afetada. Cuide bem do maior presente que Deus lhe deu: a sua vida.

Paulo Araújo
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